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Especialistas do IICA Brasil realizam webinários sobre reuso de água e dessalinização

Brasília, 4 de outubro de 2019 (IICA).  A Representação brasileira do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) levou, nos dias 1º e 3 de outubro, o tema “Reúso e dessalinização de água para sistemas produtivos no contexto da segurança hídrica” para debate em seminários apresentados via internet. 

Os webinários, apresentados em espanhol e inglês, levaram um pouco da experiência dos especialistas Cristina Costa e Gertjan Beekman aos integrantes de outras representações do IICA e stakeholders do setor de recursos hídricos de outros países.  

Eles expuseram um panorama mundial e depois brasileiro das experiências sobre reúso de água de efluente sanitário e de dessalinização por meio de vídeos e apresentações de experiências vivenciadas pela equipe do IICA no Brasil. 

Os webinários, apresentados em espanhol e inglês, levaram um pouco da experiência dos especialistas Cristina Costa e Gertjan Beekman aos integrantes de outras representações do IICA e stakeholders do setor de recursos hídricos de outros países.
Os webinários levaram um pouco da experiência dos especialistas Cristina Costa e Gertjan Beekman aos integrantes de outras representações do IICA e stakeholders do setor de recursos hídricos de outros países.

A engenheira agrônoma Cristina Costa mostrou o projeto de cooperação técnica realizado com o Ministério do Desenvolvimento Regional, que teve como um dos resultados o “Plano de Ações para instituir uma Política de Reúso de Efluente Sanitário Tratado no Brasil”. 

Em função da escassez hídrica, o reúso do efluente sanitário surge como uma opção para diversificar a matriz hídrica de oferta de água. Além disso, a cada R$ 1 que se investe em Saneamento, economiza-se R$ 4 em Saúde.  

“O debate permitiu demonstrar que essas experiências são alternativas que estamos trabalhando e avançando em estratégias sustentáveis para ampliar a oferta hídrica, mas entendendo que não há solução única. Cada país tem de analisar o seu contexto e as suas peculiaridades”, destacou Cristina Costa, que é especialista em Planejamento e Gestão Ambiental.

Na avaliação dela, a ação foi bastante positiva pois possibilitou promover intercâmbio de conhecimentos entre os escritórios técnicos do IICA e também contou com a presença de gestores que impactam de alguma forma o setor de recursos hídricos e saneamento nos diferentes países nos quais o IICA tem escritórios. 

Cristina ressaltou, ainda, que uma política de reúso exitosa representa um compromisso coletivo e de longo prazo. No Brasil, o reúso de efluente sanitário tratado ainda é incipiente, mas se está avançando com alguns projetos e na integração do reúso planejado no portfólio de fontes de água disponíveis para diversos usos. Um dos desdobramentos práticos dessa proposta de política é sua referência para um estudo específico na Bahia sobre as potencialidades de reúso nesse estado, que inclui um projeto piloto de aplicação desta proposta.  

Para Gertjan Beekman, PhD. em Recursos Hídricos, a modalidade do webinário” no contexto da RedAgua IICA  é “uma excelente oportunidade para promover a cooperação horizontal e para a difusão de conceitos, metodologias e técnicas adequadas de aplicação simples”. 

Beekman apresentou o Programa Água Doce, que está sendo desenvolvido também em parceria com o MDR , em oito estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe) e um no Sudeste (Minas Gerais), envolvendo 212 municípios.  São 892 obras contratadas em 131 municípios, com 516 obras finalizadas e em 101 municípios com 60 obras em execução. Trata-se de um acordo de gestão compartilhada e participação social na gestão dos sistemas de dessalinização.

Na mesma linha que Cristina, Beekman apontou que este tipo de interação também permite desenhar ou redesenhar estas iniciativas de acordo com as realidades ou necessidades locais como é o caso das cisternas dimensionadas em função da precipitação efetiva nas regiões áridas ou semiáridas. 

“A utilização eficiente de sistemas de irrigação seja por gotejamento do tipo ‘xique xique’ (mangueiras de jardim perfuradas de forma empírica) ou utilização do ‘poteamento‘ ou vasos de argila porosos podem representar soluções aceitáveis inicialmente que estimulem a adoção em seguida de tecnologias mais eficazes com fundamentos técnico-científicos consagrados”, exemplificou o especialista, que é coordenador da área temática de Recursos Naturais e Adaptação às Mudanças Climáticas do IICA no Brasil. 
 
Mais informações: 
Cristina Costa, Especialista em Projetos de Cooperação Técnica do IICA Brasil 
cristina.costa@iica.int 
 
Gertjan B. Beekman, Coordenador da Área de Recursos Naturais e Adaptação às Mudanças Climáticas do IICA Brasil  
gertjan.beekman@iica.int