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Especialistas de 14 países da América Latina e Caribe debatem sobre normas de inocuidade dos alimentos

Especialistas de 14 países da América Latina e Caribe debatem sobre normas de inocuidade dos alimentos

Higiene dos alimentos, nutrição e alimentos para usos dietéticos especiais, e resistência aos antimicrobianos são parte dos temas da agenda do colóquio preparatório para reuniões internacionais do Comitê do Codex Alimentarius que acontece no Brasil até esta quinta-feira.

 

Mesa principal na abertura do colóquio.

Brasília, 2 de outubro de 2018 (IICA). Especialistas de 14 países da América Latina e Caribe estão reunidos em um colóquio em Brasília para discutir estratégias conjuntas e definir suas posições negociadoras para as próximas reuniões internacionais do Codex Alimentarius relacionadas à higiene dos alimentos, nutrição e alimentos para usos dietéticos especiais, e resistência aos antimicrobianos.

O evento é promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), com apoio da Coordenação do Codex para América Latina e Caribe (CCLAC).

Participam representantes da Argentina, do Brasil, Chile, da Costa Rica, Colômbia, do Equador, de El Salvador, da Jamaica, do México, da Nicarágua, do Paraguai, de Trinidad e Tobago, do Uruguai e dos Estados Unidos.

Do acordo com o líder em Sanidade Agropecuária e Inocuidade de Alimentos (SAIA) do IICA, Robert Ahern, o colóquio permite “assegurar que haja uma comunicação aberta entre os delegados e o melhor entendimento acerca dos temas mais relevantes dentro do Codex Alimentarius”.

Ahern também apontou a oportunidade de fortalecimento dos sistemas nacionais ligados a sanidade agropecuária e inocuidade dos alimentos, uma vez que “os países trocam experiências e estratégias para garantir acesso da população a alimentos saudáveis”.

Para o presidente da Comissão do Codex Alimentarius, Guilherme Costa, os conhecimentos técnicos importantes serão tratados em “um exercício para se chegar a um consenso, mesmo com pontos de vista às vezes diversos, com o objetivo de se alcançar práticas equitativas de comércio e de inocuidade de alimentos”. Costa ainda ressaltou o papel do Codex Alimentarius para apoiar governos e iniciativa privada em ações para garantir a segurança alimentar.

O evento aborda também o Plano Estratégico do Codex, as diferenças entre gestão de riscos nos países e no Codex, e a importância do papel da ciência e como difundi-la para atingir um público mais amplo.

Nesse sentido, a coordenadora do Codex Alimentarius no USDA, Mary Frances Lowe, enfatizou a necessidade do envolvimento dos países para colaborações futuras, para tomadas de decisão integradas e para dar mais visibilidade à ciência.

“Precisamos fortalecer a participação dos países e das organizações regionais das Américas e Caribe neste processo, bem como a cooperação, porque enfrentamos grandes desafios em comunicar a ciência que precisam ser superados”, apontou.

No colóquio participam representantes da Argentina, do Brasil, Chile, da Costa Rica, Colômbia, do Equador, de El Salvador, da Jamaica, do México, da Nicarágua, do Paraguai, de Trinidad e Tobago, do Uruguai e dos Estados Unidos.

Nos próximos dias, os países participantes do colóquio irão dialogar sobre os três temas principais como preparação às reuniões internacionais do Codex que ocorrem nos meses seguintes no Panamá, na Alemanha e na Coréia do Sul. Os grupos se dividirão no Comitê do Codex de Higiene dos Alimentos, Comitê do Codex de Nutrição e Alimentos para Usos Dietéticos Especiais e na Força-Tarefa sobre Resistência Antimicrobial. 

O coordenador do Codex Alimentarius para América Latina e Caribe, Diego Varela, aponta que os debates serão feitos de forma participativa para que seja compreendido o funcionamento do processo da elaboração das normas do Codex e da facilitação do comércio, “onde todos irão procurar entender o ponto de vista dos outros no diálogo com as contrapartes”.

Sobre o Codex Alimentarius

O Codex Alimentarius é a organização multilateral mais importante na área de normalização de inocuidade dos alimentos e práticas leais de comércio, reconhecida pela Organização Mundial de Comércio (OMC). Suas normas, baseadas em fundamentos científicos, contribuem com a inocuidade, a qualidade e a equidade no comercio internacional dos alimentos. Em conjunto com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV), forma as chamadas três irmãs.

Mais informações: 
Carolina Fleury, Assessora de Comunicação no IICA Brasil
carolina.fleury@iica.int

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