É o que revelou o estudo intitulado Situação da comercialização de cultivos biotecnológicos/geneticamente modificados em 2009, apresentado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), nos dias 20 e 22 de abril, em uma videoconferência, com a participação de técnicos e tomadores de decisão do setor público, privado e acadêmico de 16 países.
O estudo, elaborado pelo Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Biotecnológicas Agrícolas (ISAAA), indica que o número de países produtores de transgênicos manteve em 25 em 2009, com relação ao ano anterior. Costa Rica entrou no bloco e a Alemanha saiu.
De acordo com a área cultivada e em ordem decrescente, os países produtores são Estados Unidos, Brasil, Argentina, Índia, Canadá, China, Paraguai, África do Sul, Uruguai, Bolívia, Filipinas, Austrália, Burkina Faso, Espanha, México, Chile, Colômbia, Honduras, República Checa, Portugal, Romênia, Polônia, Costa Rica, Egito e Eslováquia. Destes, 16 são países em desenvolvimento, o que significa 50% da produção de culturas transgênicas em todo o mundo.
Durante a apresentação do documento, o Diretor de Biotecnologia e Biossegurança do IICA, Ramón Lastra, ressaltou a importância da biotecnologia como ferramenta para potencializar e melhorar a segurança alimentar no mundo.
A pesquisadora do Instituto de Pesquisa Agrícola (INIA, sigla em espanhol) do Chile, María Teresa Pino, falou sobre as potencialidades da biotecnologia para enfrentar os efeitos da mudança climática. A diretora-adjunta de Comunicação e Divulgação da Biotecnologia e Biossegurança da Comissão de Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados (CIBIOGEM) do México, Rosa Gonzalez, apontou a importância da comunicação na percepção pública da biotecnologia.
Os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) são aqueles que o material genético foi modificado com a introdução de genes da mesma espécie ou de outra, acrescentando assim uma característica que naturalmente não possuem.
Entre os principais cultivos transgênicos que se comercializam mundialmente estão o milho, a soja, o algodão e a canola, entre outros.
Mais informações: ramon.lastra@iica.int