Cooperar é atuar, juntamente com outros, para alcançar um mesmo objetivo. Traz consigo a idéia de contribuir com trabalho. Assim a Representação do IICA no Brasil (RIB) orientou os seus esforços em 2011: colaboração com entidades governamentais para a execução de políticas públicas.
Os desafios da cooperação técnica são tão intensos quanto as dificuldades de executar, de forma descentralizada, políticas públicas num país das dimensões e do pluralismo econômico social e político como o que se observa no Brasil. Em contraponto os resultados obtidos são sempre vitórias sucessivas que estimulam a continuidade do trabalho, permanentemente desafiador, de fazer cooperação técnica, em um país que vive atualmente a dualidade de ser, a um só tempo, doador e recebedor de cooperação técnica.
Por meio da celebração de novas parcerias, o IICA no Brasil negociou 6 novos projetos de cooperação técnica, envolvendo a cooperação multi e bilateral, que fortaleceram e iniciaram novas parcerias com os governos estaduais, para formulação e execução de novos projetos ancorados em acordos com o Bird, com o objetivo de alcançar o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira e a redução das desigualdades no meio rural.
A gestão do conhecimento foi utilizada como estratégia para o enfrentamento da pobreza rural. Os governos dos Estados do Nordeste, o IICA, o FIDA e a AECID convergiram no interesse em desenvolver um programa orientado para a gestão do conhecimento e ao fortalecimento e/ou estabelecimento de redes de colaboração e intercâmbio entre os atores sociais e instituições de desenvolvimento rural da região, tendo os produtores como principais beneficiários. Neste marco, foi realizado o Programa de Gestão do Conhecimento em Zonas Semiáridas do Nordeste Brasileiro, que será executado em até 5 anos, com orçamento de aproximadamente U$ 4,5 milhões.
Além disso, o IICA deu início a uma parceria importante com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com o objetivo de erradicar a mosca da carambola por tratar-se de um grande risco à produção nacional de frutas e, consequentemente, à exportação desse tipo de produto. Sem uma ação efetiva de controle da praga, os danos potenciais são estimados em perdas anuais potenciais de US$ 30,8 milhões no 1o ano e de US$ 100 milhões no 3o ano. O foco espacial do projeto está localizado na Região Norte do país, junto das fronteiras com Suriname, Guiana e Guiana Francesa, tendo a praga sido detectada no Brasil em 1996.