Durante cinco dias, 22 fiscais do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e três representantes do setor privado estiveram na Representação do IICA no Brasil, para conhecer a ferramenta Desenvolvimento, Visão e Estratégia (DVE), para Serviços Nacionais de Inocuidade dos Alimentos.
A oficina foi coordenada pelas áreas de Sanidade Agropecuária e Inocuidade dos Alimentos (SAIA) e Tecnologia da Informação (TI) do IICA.
Criada pelo IICA, a metodologia, a partir da caracterização do serviço, busca gerar um plano de aperfeiçoamento dos serviços oficiais como inocuidade dos alimentos. No encontro, que aconteceu de 21 e 25 de novembro, além da ferramenta DVE, foram utilizados métodos participativos de planejamento estratégico, e contou com a participação do Diretor do Departamento, Luiz Carlos de Oliveira, que apresentou o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI) e uma análise comparativa dos modelos de Inspeção Oficial dos Estados Unidos e Canadá.
Ricardo Santim, diretor de mercados da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), falou sobre as interações em favor do Agronegócio Brasileiro, destacando a importância do fiscal agropecuário em todo o processo.
Santin defendeu uma maior aproximação entre os setores público e privado na elaboração de políticas públicas de longo prazo para o agronegócio. Destacou ainda, a necessidade de uma relação ética entre empresas e órgãos governamentais.
“As empresas devem agir de forma ética e proativa e assumir a sua parte de responsabilidade, para agilizar os processos e cumprir as regras”, disse Santin.
Ao longo da semana, os técnicos foram divididos em grupos de trabalho, para analisar componentes e competências do DIPOA frente à visão do setor privado.
Lucia Maia, coordenadora da área de SAIA do IICA no Brasil, confirmou a eficácia da ferramenta.
“O instrumento de caracterização de serviços oficiais (DVE) foi aplicado em seis diferentes estados brasileiros: BA, GO, PA, PR, RS e SP; auxiliando no estabelecimento de prioridades e na definição de ações estratégicas, com vistas ao Fortalecimento do Serviço”, destacou Lucia.
Ainda segundo a especialista, “o Brasil, por sua extensão territorial tem nos órgãos executores de defesa agropecuária o componente fundamental do Serviço Nacional de Defesa Agropecuária e acreditamos que ao fortalecer os serviços estaduais estamos contribuindo para que o Brasil fortaleça cada vez mais o seu Serviço Nacional de Defesa Agropecuária”, disse.