Cadeias produtivas, tecnologias sociais e o acesso a energia elétrica foram os assuntos abordados nesta quarta-feira (19) no quarto dia do Curso Internacional que está sendo realizado em Salvador (BA) até o dia 24. O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit, e o representante do Ministério de Minas e Energia, Marcelo Zonta, apresentaram experiências e compartilharam com os os alunos resultados sobre inclusão sócioprodutiva.
O programa Luz para Todos do Governo Federal que começou em 2003 e já virou um modelo internacional com 26 países interessados em conhecer o plano brasileiro foi um dos temas do dia. Zonta destacou que durante esses oito anos de projeto foram usados mais de um milhão de quilômetros em cabos. "Isso significa 34 voltas no planeta Terra", revelou o representante do MME que falou da troca de experiências. "Acho que a grande contribuição é o compartilhamento com os outros países da América Latina que participam do curso", completou.
O professor da UFRRJ Nelson Delgado foi o responsável por introduzir a inclusão sócioprodutiva. "É uma tentativa de criar alternativas que vão além do social, porque entra na questão ambiental e na agricultura familiar, por exemplo", explicou. No entanto, segundo o pesquisador, é importante refletir sobre o tema. "Incluir em que aspecto, na sociedade ou mercado? Quais os processos nos territórios que geram essa exclusão constantemente?", indagou.
Sobre as tecnologias sociais, o presidente da FBB, Jorge Streit, mostrou como ela se relaciona com a inclusão sócioprodutiva. Para o tema Atualização e Intercâmbio de Experiências em Políticas Públicas de Desenvolvimento Territorial, o IV Curso Internacional contou com aula do professor da Universidade Federal de Santa Catarina Ademir Cazella. Os projetos territoriais, os programas e os instrumentos de financimento fizeram parte do módulo 4.
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