No encontro, estão sendo discutidos um maior esforço internacional para financiamento de iniciativas de combate à desertificação e de cooperação técnica entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e pobres, que são os principais afetados pelo processo de desertificação.
O IICA está representado no COP pelo Coordenador da área de Recursos Naturais na Representação do Instituto no Brasil e especialista no tema, Gertjan Beekman.
Os temas controversos sobre o foco da convenção devem tomar conta dos debates na Coreia do Sul. O Brasil é contra a criação de um mandato global com foco na degradação de terras. De acordo com o diretor de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, não há uma definição clara sobre o assunto.
"Há uma resistência porque o tema degradação de terras sai do foco da UNCCD e já é abordado em outras convenções", explica Campello. A convenção atua no combate à desertificação nas terras áridas e semiáridas, com especial atenção para a África.
O Brasil também vai apresentar suas experiências de uso sustentável dos recursos naturais da floresta, a exemplo do que é desenvolvido na Caatinga, como forma de enfrentamento à desertificação. Manejo florestal e agroecologia são alguns exemplos de iniciativas para o desenvolvimento sustentável no semiárido.
O Brasil deverá assumir o Comitê de Ciência e Tecnologia da UNCCD.
Texto MMA (Carlos Américo)
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