Resumo |
A análise da sustentabilidade em regiões pobres como o Nordeste, deve levar em conta e reconhecer, “a existência de um processo de causação cumulativa entre as condicões de pobreza, degradação ambiental e subdesenvolvimento. As populações pobres em sua luta pela sobrevivência são impelidas a um sobreuso e predação de recursos naturais e do meio ambiente em geral, minando as próprias bases para um desenvolvimento sustentável a longo prazo...” (Kitamura, 1994 p. 27). No semi-árido a sustentabilidade dos produtores rurais está na dependência de dois aspectos principais. Primeiro, é condição necessária a sobrevivência da família rural em condições dignas. Daí a necessidade de geração de uma renda mínima para cobrir as necessidades primárias da família. Segundo, como os atuais sistemas de produção em uso não conseguem gerar uma renda mínima, eles estão sobrevivendo no campo às custas da destruição da natureza, através da venda de caça, lenha, carvão, madeira, etc. (Silva e outros, 1992 p. 2247). Ainda a este respeito o trabalho da CIMA (1991) analisa a questão ambiental no Semi-Árido do Nordeste mostrando problemas que tem surgido pela introdução de novas tecnologias como a irrigação, onde a salinização das águas leva ao abandono dessas áreas.
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