Resumo |
A observação da dinâmica agrária da Amazônia tem-se feito privilegiando duas frestas fenomenológicas. Uma reduz a dimensão técnica do processo – em última instância, as mediações que conformam as relações produtivas entre vontade humana socializada e natureza – ao fenômeno do desmatamento, enquanto a outra realça na sua dimensão social o fenômeno da pobreza. No primeiro caso, se evidenciam os riscos ambientais associados, desde a contribuição ao aquecimento global e tendências de mudança climática, até os efeitos deletérios de possível savanização da Região. No segundo, se demonstra a distribuição desigual dos resultados de tal uso da base natural, posto que, enquanto os ganhos econômicos se mostram concentrados nos estratos rurais melhor aquinhoados, os prejuízos ecológicos, impactam com maior contundência a grande massa dos mais frágeis.
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